Enriquecimento: os primeiros livros



Fala, galera.

Pensando sobre essa atual postagem, confesso que tive certa dificuldade pra escolher o tema. Isso se deu porque os anos de 2009, 2010 e 2011 foram bem agitados pra mim, especialmente porque eu COMEÇAVA a querer abraçar o mundo com as pernas. Mesmo tendo sido em 2010, foi muito mais fácil falar da magrela!!

A falta de planejamento, foco, e principalmente de conhecimento, somados a uma vontade incessante de querer fazer um investimento/empreendimento que desse certo até me renderam algumas boas histórias (e por que não experiências?), mas infelizmente me levaram a algumas derrocadas. 

Essas histórias me confundem os anos, ou porque aconteceram simultaneamente ou porque foram contíguas, de modo que minhas recordações guardam muito mais os sentimentos do que as realizações (hahahaha). 

Sendo assim, resolvi por dar destaque a algumas questões pontuais, como, por exemplo, a leitura de dois importantes livros (meus primeiros sobre finanças): 1º) Os Axiomas de Zurique; 2º) Pai Rico Pai Pobre.

O primeiro deles li por um acaso. Sei que os amantes da filosofia do Buy & Hold o condenam, mas eu sinceramente tenho um carinho especial por ele.

Certo dia, organizando arquivos nas pastas do computador com que eu trabalhava no serviço público, li, de fato, por um acaso - pois eu não estava procurando nada  específico -, o título "os axiomas de Zurique".

O título me chamou a atenção porque, não tinha muito tempo, em minhas aulas da graduação em Matemática, aprendi o termo "axioma". Fui tomado pela curiosidade, abri o arquivo e, então, tive a primeira visão do que era o mercado de ações.

Entusiasmado, após ter devorado o livro, decidi que seria um investidor da Bolsa de Valores, e - disposto a correr todos aqueles riscos - abri uma conta na plataforma chamada wintrade.

Então quer dizer que você começou a investir na bolsa em 2010? Quem me dera! Aqui, eu, infelizmente, apenas decidi, mas não mantive a decisão.

Mesmo que ainda distante de efetivamente entrar na bolsa, eu realmente já me sentia inserido.

Quanto ao segundo livro, o conheci por indicação. Uma senhorinha, que trabalhava na instituição onde cursei Matemática, veio até mim "despretensiosamente" e começou a falar sobre o absurdo que era alguns professores - que ganhavam bem mais que ela - viverem tomando dinheiro emprestado dela.

No instante seguinte, recomendou o livro "Pai Rico Pai Pobre" e pediu pra que o mesmo não acontecesse comigo.

A leitura foi enriquecedora, e acredito que foi aqui, efetivamente, que passei a enxergar com mais clareza o universo das finanças.

Se eu recomendaria algum? Com toda certeza! E eu recomendaria a ambos. Não porque são (ou não) excelentes livros, mas porque cada um deles tem a sua forma de contribuição.

Penso assim, porque com o primeiro aprendi a dar valor ao não comodismo, à dinamicidade - não só do mercado, mas do próprio ser humano -; já com o segundo, aprendi sobre a gasto consciente, equilíbrio, natureza de gastos, possibilidades reais de enriquecimento.

E é isso, galera.

A cada história, um aprendizado, uma experiência; que pra mim valem demais, porque, apesar de fazer parte da vida levar tombos, aprender com a experiência de outros tem enorme valor, pois com elas evitamos caminhos tortuosos, privamos-nos de cometer os mesmos erros, e, quem sabe, aperfeiçoamos nossas ações se buscarmos fazer melhor.

Dando continuidade aos registros dos fechamentos anuais, aí vai mais um:

Fechamento 2011:

Receita média: R$ 43.211,22 (média mensal: R$ 3.600,94)
Despesa média: tudo o que foi ganho
Aportes: nem um centavo sequer (lamentável)

Comentários

  1. Excelente recomendação! Confesso que fui bem relutante na leitura de " Pai Rico, Pai Pobre". Mas, felizmente, percebi a tempo o erro e o li. Faz a gente quebrar o pensamento de " quanto mais se ganha, mais se gasta". Estou em amadurecimento no que diz respeito às finanças pessoais, mas sinto que estou no caminho certo! Parabéns pelo blog, tá ótimo! *-*

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  2. Axiomas de Zurique serve como pedestal para o monitor. Já o outro é leitura obrigatória a todos da sociedade. Qual dos ensinamentos se manteve vivo em você? Espero que o segundo.

    Acompanhando...

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    1. Gostei do termo pedestal. Pedestais são dignos de ostentar sucessos, e às vezes monitores (kkkkkkkkkk). Entendo sua crítica, Anon. A respeito de ambos, aplico vividamente ensinamento dos dois, de fato e de direito, especialmente quanto à ideia de dinamismo e de correr risco (mesmo que não seja necessariamente no mercado financeiro). Quanto à preferência, sim, o segundo é pelo qual tenho mais apreço, e concordo fortemente quando diz que é de LEITURA OBRIGATÓRIA.

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  3. Pai rico realmente abriu minha mente!!
    Li na época em que trabalha em uma livraria.
    O Mindset que foi plantado por esse livro em meados de 2004-2006, me acompanhou até a fase que houve uma mudança de vida financeira!

    Excelente indicação!!

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  4. Livros são uma excelente fonte de conhecimento.

    Já tem muitos anos que li o Pai Rico Pai Pobre. Foi um livro muito importante para mim, a parte de gerar activos em vez de passivos e ter fluxo de caixa.

    Hoje eu invisto em ações de dividendos para ter esse fluxo de caixa de renda passiva.

    Abraço e bons investimentos.

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  5. Engraçado que esse também foram meus primeiros livros sobre finanças.

    Rumo a IF
    https://rumoaif.blogspot.com/

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