"continue?"



Fala, Galera! Na última postagem, falei um pouco sobre como foram o meu primeiro contato com dinheiro e o meu primeiro investimento. A experiência foi boa, e foi um bom início. Se você perdeu, é só checar lá: o start!

A partir de então, a jornada foi no sentido de empreender de diversas formas, mas a segunda delas, em especial, é uma das que mais aprecio.

Meu primeiro emprego foi aos 13 anos como vendedor de fichas de video games (fliperamas) - a venda de picolés e variedades foi um passatempo de aventuras - e o meu salário era pago basicamente com fichas de vídeo game.

Algum tempo depois, meu patrão resolveu que mudaria para um bairro um pouco mais distante, mas sem querer perder o faturamento, perguntou se eu aceitaria manter as máquinas de flipper na minha casa. Dessa vez, a proposta era a de receber 30% de todo o faturamento, mas em dinheiro (rsrsrs).

Aceitei e trabalhei. Guardo esse período na memória com carinho. Aprendi pouco, mas joguei bastante video game. Só critico o fato de não ter sido educado financeiramente em minha educação básica de nível fundamental (nem nos próximos níveis, diga-se de passagem), pois se assim  tivesse acontecido, talvez eu tivesse aprendido, pelo menos, que nunca se deve gastar tudo o que ganha.

Anos à frente, já com 21 anos (em 2008), por ser acadêmico do curso de engenharia elétrica, fui contratado para ministrar aulas de química e ciências em uma escola estadual do meu Estado. Mesmo eu não tendo formação de nível superior à época, contratações desse tipo eram perfeitamente aceitáveis, e, em razão disso, lecionei por um ano inteiro.

Nesse período, recordo bem, o Estado deixou de pagar o salário de alguns professores por quatro meses. O meu estava incluso. Passada a crise, o pagamento dos meses em atraso foi realizado integralmente. Eu nunca vi tanto dinheiro em toda a minha vida (R$ 2.670,00).

Temendo outra crise, tive medo de gastar o valor recebido e busquei alternativas para fazer o meu capital render.

E adivinha qual foi a ideia?
Se pensaram em vídeo games, vocês pensaram bem.

Montei uma casa de jogos de vídeo games com três TVs (de tubos de raios catódicos), um Super Nintendo, um PS3 (do grande) e um PS3 (slim). No primeiro dia, o faturamento foi de 120 reais. Daí em diante, o vento em popa me levou a contabilizar, até o fim daquele ano, um faturamento de um pouco mais de R$ 20.000,00.

Infelizmente eu ainda não tinha aprendido a lição: "Nunca gaste tudo o que ganha!".

Ao fim daquele ano, fui à falência, especialmente porque os que trabalhavam pra mim, enquanto eu fazia faculdade e dava aula, deixaram de ser confiáveis. Um deles teve a cara de pau de dizer que em um dia inteiro o faturamento havia sido de apenas de um real, quando a casa de jogos já tinha outros dois novos vídeo games numa estrutura melhorada.

São os ossos do ofício de empreender.

Infelizmente, nesse empreendimento deu game over.

Mas e o ânimo pra continuar?

Tem que continuar, né?

Que tal mais uma ficha!?

Vamos pra cima, galera!!


2008
Receitas: aproximadamente R$ 26.000,00
Despesas: não sobrou um picacholis, sequer.
Aportes: aportei ignorância.

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