Concursado!



E aí, pessoal? Tudo bem com vocês?

Continuando o projeto, hoje conto pra vocês mais um pedacinho da minha história.

No post anterior (continue?), eu registrei que trabalhei o ano de 2008 inteiro como professor de química e ciências em uma escola de ensino regular.

Como o vínculo era precário - porque se tratava de uma contratação avulsa - comecei a me desesperar porque não fazia ideia de com o quê trabalharia quando o contrato expirasse.

O contrato expirou em dezembro de 2008.

O desespero bateria à porta mais intensamente, não fossem por algumas ações tomadas no ano de 2007.

Eu costumo dizer que 2007 foi o pior ano da minha vida, mas só por querer ser dramático mesmo, porque, no fim das contas, a verdade é que foi um ano de transformação e, quiçá, evolução, que me marcam até os dias de hoje.

Eu lembro bem. O ano de 2007 foi o primeiro ano após o meu ensino médio. Foi o ano que comecei a cursar Engenharia em uma universidade pública do meu Estado. Apesar de tudo estar caminhando bem, findei por brigar em casa, e, em razão disso, acabei perdendo as regalias que eu tinha e que me permitiam apenas estudar. Saí de casa em meados de maio de 2007.

A partir desse período, passei a morar com mãe e padrasto. Sem querer depender de mais do que o teto pra descansar, passei a trabalhar com meu padrasto em qualquer serviço que aparecesse (hahahaha), e assim trabalhei essencialmente como ajudante de pedreiro e de eletricista.

Infelizmente, essa rotina de trabalho que me tomava a manhã e a tarde me levaram a abandonar a engenharia e a buscar outra alternativa para continuar estudando. Foi então que iniciei, no segundo semestre de 2007, um curso técnico de informática.

Certo dia desse segundo semestre de 2007, meu irmão chegou até mim com um edital de concurso público com inscrições abertas e disse: - Mano, esse é pra ti. Tem duas vagas. Faz a prova.

Aceitei o desafio. Fiz um serviço de eletricidade com meu padrasto e, por ele, fui remunerado com R$ 110,00.

Inscrição do concurso: R$ 35,00
Passagens: R$ 1,50 (ida) / R$ 1,50(volta)
Lan house: R$ 1,00
Impressão de boleto:  R$ 1,00

Os R$ 70,00 restantes gastei em festa tentando reconquistar namorada que foi embora (eu bem poderia ter aportado hahaha).

Até o fim de 2007, fiz a prova. Na primeira fase, fiquei na 79ª classificação. Quanto à segunda - era uma prova prática -, eu saltei para a 4ª colocação, e isso só foi possível porque aprendi a "amarrar" o valor de uma célula no excel, utilizando o cifrão ($) - somente quatro candidatos, de todos que fizeram a prova prática, acertaram esse quesito e contabilizaram 10 de 10 pontos.

Mas não eram duas vagas? Exatamente. O detalhe foi que, apesar de serem apenas duas vagas, a instituição homologou os nomes de 4 candidatos, e quando surgiram as vagas livres, dentro do período de validade do concurso, eu fui nomeado.

Quando? Exatamente no finalzinho de 2008, ou seja, quando encerrou o meu contrato precário de professor.

Fruto de uma semeadura? Eu creio nisso. Sem muitos detalhes, aqui uma grande particularidade (fé em Cristo Jesus), creio também que tenha sido fruto de um voto que fiz com Deus. Esforço da minha parte? sim. Mas principalmente graça.

Adiante, pessoal, iniciei 2009 concursado e com remuneração equivalente a duas vezes valor do salário mínimo da época.

Naquele ponto, eu simplesmente me via realizado. Zerei a vida. Não queria mais nada. Era tudo perfeito. Eu me achava o importante, o bonzão. A partir daquele ponto, muitas das vezes, reconheço, fui soberbo.

Mas com tão pouco? Isso. Tão pouco e era assim que eu me sentia. Talvez isso se justifique pelo fato de eu ser menino novo à época.

Mas que bom que as coisas têm mudado.

Uma reflexão: Não existe isso de ser o bonzão. Existe estar em constante aperfeiçoamento/desenvolvimento, porque se você não estiver evoluindo, fatalmente estará na contramão: involuindo.

Vamos ao fechamento de 2009?

Receita média: R$ 24.266,47
Despesa média: R$ 24.266,47 + gastos com agiotagem, e, também, com o cheque especial
Aporte: R$ 0,00

Até a próxima, galera!!

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